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Márcio Moraes
no leito solidário de uma floresta altiva descansem por favor a minha poesia
Textos

Onde se lê "cão", leia-se "amor"

 

Na soleira do tempo, à velha porta,

ele vigia o dia a se perder;

num latido baixinho e sem prazer,

com o seu coração que a dor comporta.

 

Fareja o vento e atento até suporta

o agro ruído ou mesmo o som de um ser

e espera por seu dono, sem perder

seu amor, coração de sua aorta.

 

O júbilo que salta e se derrama,

quando antevê que chega, pelo faro,

quem lhe deixou sozinho a custo caro:

 

a mãe-menina que lhe atiça a chama,

com uma tal paixão que o amor instiga

entre este cão fiel e sua amiga.

Márcio Adriano Moraes
Enviado por Márcio Adriano Moraes em 07/09/2026
Alterado em 07/09/2026
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